A chuva de meteoros Perseidas chega ao máximo na noite de 12 para 13 de agosto de 2026. O céu sem luar ajuda muito: a Lua está praticamente nova. Ainda assim, há uma ressalva importante para quem observa do Brasil — o radiante fica no extremo norte do céu e aparece melhor quanto mais ao norte estiver o observador.
Resposta rápida
O calendário de 2026 da International Meteor Organization prevê o máximo principal entre 2h e 4h UTC de 13 de agosto, equivalente a 23h de quarta-feira até 1h de quinta-feira no horário de Brasília. A atividade não se limita a esse intervalo; vale observar antes e depois do pico.
- Melhores regiões brasileiras: Norte e parte do Nordeste.
- Condições mais difíceis: Sul e parte do Sudeste, onde o radiante fica muito baixo.
- Equipamento: nenhum telescópio é necessário.
- Prioridade: horizonte aberto, pouca iluminação e pelo menos 40 minutos de paciência.
O que torna 2026 especial
A Lua Nova de 12 de agosto deixa o céu mais escuro justamente na noite do máximo. Isso elimina uma das maiores fontes naturais de claridade e facilita enxergar meteoros mais fracos.
As Perseidas são pequenos fragmentos deixados pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. Quando a Terra atravessa essa corrente de detritos, as partículas entram na atmosfera a cerca de 59 quilômetros por segundo. O brilho que vemos é produzido pelo aquecimento do ar e do material ao redor da trajetória — não por uma estrela caindo.

Para onde olhar no Brasil
O ponto aparente de origem fica na constelação de Perseu, perto do horizonte norte para observadores brasileiros. Não é necessário encarar exatamente esse ponto. Na verdade, os rastros mais longos costumam aparecer afastados do radiante.
Escolha uma área ampla do céu voltada aproximadamente para norte ou nordeste, deite ou incline a cadeira e mantenha o maior campo de visão possível. No Norte do país, Perseu ganha mais altura. No Sul, muitos meteoros da chuva ficam escondidos abaixo do horizonte; ainda é possível ver alguns rastros, mas não espere as taxas divulgadas para o Hemisfério Norte.
Como observar sem errar
- Afaste-se de postes, fachadas e telas brilhantes.
- Dê aos olhos entre 20 e 30 minutos para se adaptar à escuridão.
- Use lanterna vermelha fraca se precisar caminhar.
- Observe continuamente por pelo menos 40 minutos.
- Não use binóculo ou telescópio: eles reduzem demais o campo de visão.
Números como “100 meteoros por hora” representam uma taxa teórica sob condições ideais, com o radiante alto e céu perfeitamente escuro. Essa não é a realidade da maior parte do Brasil. Ver alguns bons meteoros já torna a sessão bem-sucedida.
E se estiver nublado?
As Perseidas permanecem ativas até 24 de agosto, embora a taxa caia depois do máximo. Tente novamente na madrugada seguinte. Também é possível aproveitar a saída para reconhecer planetas, a Via Láctea e constelações visíveis de sua região.
O céu não entrega um espetáculo no comando. A graça está em desacelerar, deixar os olhos se acostumarem e esperar o próximo risco luminoso surgir sem aviso.